domingo, junho 19, 2005

A Agência Lusa


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política áfrica guiné-bissau eleições presidente
Guiné-Bissau/Eleições: PR cessante acredita na normalização país, CNE sem dados

Bissau, 19 Jun (Lusa) - O presidente interino cessante da
Guiné-Bissau, Henrique Rosa, afirmou hoje esperar que o país não volte
a precisar dele para a chefia de Estado, "sinal de um regresso à
normalidade constitucional", em que acredita.
Henrique Rosa, que assumiu interinamente a presidência
guineense a 28 de Setembro de 2003, 14 dias após o golpe de Estado que
destituiu Kumba Ialá, falava à imprensa momentos após ter votado para
as eleições que vão escolher o seu sucessor na chefia do país.
"Vou voltar à minha vida que é de trabalho, como tenho feito
desde os meus 12 anos. Mas espero que nunca mais o país venha a
precisar de mim para ser presidente" da República, disse, ressalvando
que a Guiné-Bissau pode "contar sempre" com os seus préstimos em todas
as tarefas, "desde que não as de chefe de Estado".
Henrique Rosa, que se congratulou com o ambiente de civismo e
tranquilidade em que decorre a votação, referiu a "feliz coincidência"
de ser hoje o dia em que se comemora o 28 aniversário da consagração
do primeiro bispo da Igreja Católica guineense, o italiano D. Septímio
Arturo Ferrazetta, falecido em 1999 após mais de 40 anos de actividade
pastoral na Guiné-Bissau.
"Onde quer que D. Ferrazetta se encontre, tenho a plena
certeza de que estará a zelar pela Guiné-Bissau"
, disse Henrique Rosa,
devoto da Igreja Católica, instituição que foi determinante na sua
escolha para a chefia do Estado, em Setembro de 2003.
Entretanto, Vera Cabral, porta-voz da Comissão Nacional de
Eleições (CNE), disse à Lusa que, para já, não há indicações sobre a
percentagem de eleitores que já votou, sublinhando que só se poderá
ter uma ideia mais clara ao fim do dia.
No entanto, adiantou, a afluência tem sido bastante elevada em
todo o país, maior do que a registada ao fim da manhã nas legislativas
de 2004, e há apenas relatos de três pequenos incidentes em mesas de
voto nos bairros dos arredores de Bissau, situações que, contudo,
foram já ultrapassadas e pouco significativas.
"Estamos todos satisfeitos com a forma como a votação está a
decorrer" desde as 07:00 locais (08:00 em Lisboa), frisou Vera Cabral,
indicando que as assembleias de voto encerrarão às 17:00, embora
possam continuar abertas no caso de existirem ainda filas, fechando
imediatamente após o último eleitor votar
.
Quanto aos primeiros resultados só deverão ser conhecidos
terça ou quarta-feira, acrescentou, admitindo, contudo, que se tudo
correr bem, a respectiva divulgação poderá mesmo ser antecipada.
MB/JSD.
Lusa/Fim
191717 POR JUN 05

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Estou a senti-lo todos os santos dias.Devia ser beatificado caramba

6/22/2005 4:04 da manhã  

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