terça-feira, junho 14, 2005

"Tou Nem Aí"

Canto X

34

"Qual o touro cioso, que se ensaia
Pera a crua peleja, os cornos tenta
No tronco de um carvalho ou alta faia
E, o ar ferindo, as forças experimenta:
Tal, antes que no seio de cambaia
Entre Francisco irado, na opulenta
Cidade de Dabul a espada afia,
Abaixando-lhe a túmida ousadia"
Ok agora já percebo a paixão familiar pela tourada e o meu ódio pela mesma
Canto X
17
Virá ali o Samorim, por que em pessoa
Veja a batalha e os seus esforce e anime;
Mas um tiro, que com zunido voa,
De sangue o tingirá no andor sublime
Já não verá remédio ou manha boa
Nem força que o Pacheco muito estime;
Inventará traições e vãos venenos,
Mas sempre (o Céu querendo) fará menos.
OK agora já percebo esta embirração com o(s) Pacheco(s)
135.1-6
"Vê naquela que o tempo tornou Ilha" alude de novo à ilha de Samatra (X.124.1-8); "Que também flamas trémulas vapora": tem vulcões etc.etc.etc.
OK já percebi que o que há em mim sobretudo é o cansaço de compreender finalmente que o Sócrates tem razão:Só Sei Que nada Sei
Nesta Primavera Quente de 2005 morreram Vasco Gonçalves, Eugénio de Andrade e Álvaro Cunhal.Trata-se apenas de mais uma passagem de testemunho a uma nova geração.
Venho por este meio prestar homenagem à minha Avó e dar as Boas Vindas à Nova Geração. Boa Sorte e Felicidades e até amanhã se Deus Quiser e Até Amanhã Camaradas.
Catarina Miranda